sábado, 9 de maio de 2009

Tudo passa... Tudo na vida passa!

Até quando ouvirei essa frase conformista e dolorosa, muito além da hipocrisia dos atos preconceituosos ou medrosos em torno dos acontecimentos indesejados da nossa vida?
Cansei de sempre me apoiar ou tentar ser apoiado nessa condição de provisoriedade que a vida nos impõe nessa louca jornada de ir e vir que nos deixa depressivos, desestimulados, largados às traças de nossa pueril trajetória.
É engraçado como os momentos inesperados e prórpios se assenhoram das palpitações sentidas e recorrentes quando um chat aproxima e constrói uma hiostória de cumplicidade e estréia de um teatro da vida real que se afigura inóspita e se declara pública ao único correspondente do escrevente.
Falar de nós mesmos é encarar o mundo da comunicação com o outro e sendo esse outro um adulto, surge o receio de nos fazer falante dos labirintos de nossos mistérios privados. Isso gera medo, apreensão, busca...
Como diz o poeta "is this love"... Mas o que eu digo com isso? Você me entende? Não?! Ah! Quem disse que eu quero me fazer entender? O que penso é problema meu. Dane-se! Dane-se as repetições, as qualificações sociais, estratificadas com a mentira crônica das regras dos sexos, dos gêneros! ( Risos!)
Cazuza dizia: Eu só quero sentir. E eu o digo também. Sinto dores, metafísicas, porque não dizer punitivas! De que e porque não o sei dizer... Queria beijar-te os lábios e sentir por instantes ainda que fulgazes ( ou não) seu sentimento, seu desejo, sua volúpia, seu cheiro, seu sexo, seu...
Ô sociedadezinha de merda que fizemos e ainda fazemos, quando os sentidos pedem libertação, nos aprisionamos às facetas mais lúgubres de nós humanos-bichos-indecisos!!
O destino age assim: quando sofremos ( o tempo todo sofremos!), sempre vamos ouvir o famoso "tudo passa". Porra nenhuma! Passar o quê? Quem disse que eu desejara que o sorriso passasse? Quem?
E quando então encontramos o sorriso perdido, aparece a revelação do sorriso conhecido, amigo. Amigo sim, mas sorriso que foge à percepção da obra de ser feliz! Que tolo egoísmo! ( Risos)
O Amor pode ( e deveria) surgir de uma boa amizade, onde se descobriria o cerne do desejo escondido, abafado. Mas surge o empecilho(na verdade, justificativa conformista, para não dizer NÃO, somente) da relação de amizade como algo inócuo, mas empiricamente impraticável por correspondente e escrevente. Alguém escreveu sobre amores ou paixões oriundas de amizades?
Hell... Merda!
As histórias de vida se desacortinam ou acortinam a depender de quem as ordena ser, fazer, acontecer.
O âmbar de mim, onde se pôs? O âmbar do meu desejo, onde se constituiu?
Anjos! Gabriel, Liriel, Adiel... Por favor surjam! Me visitem e me mostrem onde está a felicidade no Amor entre dois seres? Aonde? Essa felicidade passa também?
Que merda! Por que se diz "tupo passa"! Que nada! Persigamos os objetivos, as ondas do mar... Nada passa! É mentira! Viveos algo novo e maior que abafa o que passou, mas não passa, fica ali, guardado no baú da nossa vida de labirinto, no interior de nossos mistérios. Podemos desenterrá-los sempre! Desinterre se quiseres!

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